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Mitos Alimentares: Chocolate e Café são Vilões da Enxaqueca?

Erika Tavares
06/02/20268 minutos de leitura
Dra. Erika Tavares, neurologista em Joinville, Jaraguá do Sul, Pomerode, Blumenau, Florianópolis. Saúde cerebral; enxaqueca; analgésico;neurologista;Neurologista em Jaraguá do Sul; Clínica de neurologia em Jaraguá do Sul; Médico especialista em dor de cabeça Jaraguá do Sul;Tratamento para enxaqueca em Jaraguá do Sul; Neurologista particular em Jaraguá do Sul; neuropediatra em Jaraguá do Sul; neurologista em pomerode;neurologista;Especialista em enxaqueca;Neurologista especialista em cefaleia;Tratamento preventivo para enxaqueca;Enxaqueca crônica tem cura;Enxaqueca refratária tratamento;Toxina botulínica para enxaqueca;Aplicação de toxina botulínica para dor de cabeça;Novos tratamentos para enxaqueca;Bloqueio anestésico para dor de cabeça;Diferença entre enxaqueca e dor de cabeça tensional;Enxaqueca com aura sintomas;Enxaqueca menstrual tratamento;Alimentos que causam enxaqueca;Por que minha cabeça dói todo dia;Mitos Alimentares

Você já deixou de comer aquele pedaço de chocolate que tanto gosta por medo de ter uma crise de dor logo em seguida? Ou, talvez, tenha cortado radicalmente o café do seu dia a dia porque ouviu dizer que ele é o grande culpado pelo seu sofrimento? Essa sensação de privação constante, somada ao medo de despertar uma dor incapacitante, é a realidade de muitos pacientes. No entanto, é preciso esclarecer que muitos desses conceitos são mitos alimentares que, ao invés de ajudar, podem gerar estresse e ansiedade desnecessários.

A relação entre o que comemos e a enxaqueca é complexa, mas não deve ser uma sentença de restrição absoluta. Muitas vezes, o paciente chega ao consultório com uma lista enorme de “proibidos”, acreditando que a cura está em uma dieta restritiva, quando, na verdade, a raiz do problema é neurológica e exige uma abordagem muito mais ampla. Vamos entender o que a ciência atual diz sobre esses alimentos e como retomar sua qualidade de vida sem medos infundados.

O Cérebro Enxaquecoso: Mais Sensível, Não Culpado

Antes de culparmos o café ou o chocolate, precisamos compreender o que acontece dentro da cabeça de quem sofre com essa condição. A enxaqueca não é apenas uma “dor de cabeça forte”; é uma doença neurológica genética e crônica. O cérebro de quem tem enxaqueca é hiperexcitável. Isso significa que ele reage de forma exagerada a estímulos que, para outras pessoas, seriam inofensivos.

Esses estímulos podem ser internos (como alterações hormonais e estresse) ou externos (como cheiros fortes, luzes piscantes e, sim, alguns componentes da dieta). No entanto, culpar isoladamente um alimento é simplificar demais uma condição multifatorial. A Dra. Erika Tavares, em sua prática clínica, observa que raramente um único fator é o responsável isolado pelo desencadeamento de uma crise.

A Verdade Sobre o Chocolate: Vilão ou Vítima?

O chocolate é, talvez, o alimento mais injustiçado quando falamos de dores de cabeça. Durante anos, acreditou-se que ele fosse um gatilho direto. Porém, estudos mais recentes apresentados em congressos internacionais de cefaleia mudaram essa perspectiva.

O que acontece, na maioria das vezes, é uma confusão entre causa e consequência. A crise de enxaqueca possui fases. A primeira delas é chamada de pródromo, que pode ocorrer até 24 horas antes da dor de cabeça aparecer de fato. Nessa fase, o hipotálamo (uma região do cérebro) já está ativado e pode gerar sintomas como:

  • Bocejos frequentes;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Alterações de humor (irritabilidade ou euforia);
  • Desejo incontrolável por doces ou alimentos específicos (o famoso “craving”).

Portanto, quando você sente uma vontade imensa de comer chocolate e, horas depois, a dor aparece, é muito provável que a crise já tivesse começado silenciosamente. O desejo pelo chocolate foi um sintoma do pródromo, e não a causa da dor. Estudos científicos mostram que, quando testado de forma controlada (cega), o chocolate desencadeia enxaqueca em uma porcentagem muito pequena de pacientes.

Café: O Equilíbrio entre Remédio e Veneno

A cafeína é uma substância curiosa na neurologia: ela pode tanto aliviar quanto piorar a dor, dependendo da dose e da frequência de uso. Por ser um vasoconstritor, a cafeína está presente em muitos analgésicos comuns para dor de cabeça, pois ajuda a contrair os vasos sanguíneos dilatados durante a crise.

O perigo do “efeito rebote”

O problema reside no uso excessivo ou na oscilação brusca. Se você consome grandes quantidades de café durante a semana (no trabalho, por exemplo) e reduz drasticamente no fim de semana, pode sofrer a chamada cefaleia por abstinência de cafeína. O cérebro, acostumado com a substância, reclama a sua falta através da dor.

Para a maioria dos pacientes atendidos pela Dra. Erika Tavares, a recomendação não é necessariamente cortar o café, mas sim manter a constância e a moderação. O ideal é evitar ultrapassar 200mg de cafeína por dia (cerca de duas xícaras pequenas) e tentar manter o mesmo padrão todos os dias.

Gatilhos Alimentares Reais: O que merece atenção?

Embora chocolate e café sejam frequentemente absolvidos, existem sim situações onde a alimentação influencia. Porém, mais importante do que o que você come, é como você come. O jejum prolongado é um dos gatilhos mais potentes e comprovados para a enxaqueca.

Ficar muitas horas sem se alimentar gera uma queda nos níveis de glicose no sangue (hipoglicemia), o que é interpretado pelo cérebro enxaquecoso como um sinal de alerta, desencadeando a cascata inflamatória que resulta na dor. Outros fatores dietéticos que merecem atenção incluem:

  • Desidratação: A falta de água é um gatilho comum e fácil de prevenir.
  • Álcool: Especialmente vinho tinto e cerveja, devido à presença de histamina e tiramina, além da desidratação que provocam.
  • Adoçantes artificiais: O aspartame, em algumas pessoas suscetíveis, pode ser um facilitador de crises.
  • Embutidos: Alimentos ricos em nitritos (salsicha, salame, presunto) podem afetar alguns pacientes.

Contudo, é fundamental ressaltar: isso é individual. O que faz mal para um paciente pode não afetar outro. É por isso que generalizações e “dietas para enxaqueca” encontradas na internet costumam falhar.

A Importância do Diário da Cefaleia

Como saber se, no seu caso, um alimento é realmente um vilão? A ferramenta mais poderosa é o autoconhecimento guiado. Manter um diário da cefaleia, anotando o que comeu, como dormiu, o nível de estresse e o ciclo menstrual, ajuda o neurologista a identificar padrões reais.

Se toda vez que você come um determinado queijo envelhecido a dor aparece, então, para você, ele pode ser um gatilho. Mas se a dor aparece de forma aleatória, cortar esse alimento apenas reduzirá seu prazer à mesa sem trazer alívio clínico.

Tratamento Moderno: Muito além da Dieta

Focar excessivamente na alimentação pode desviar a atenção do que realmente importa: o tratamento preventivo adequado. A enxaqueca é uma doença que precisa ser tratada com seriedade médica. Tentar controlar a doença apenas cortando alimentos ou se automedicando com analgésicos é um caminho perigoso que pode levar à cronificação da dor.

Hoje, a neurologia dispõe de tratamentos avançados que devolvem a qualidade de vida ao paciente, permitindo que ele volte a ter uma rotina normal (inclusive, comendo seu chocolate ocasionalmente). Entre as abordagens utilizadas pela Dra. Erika Tavares, destacam-se:

Toxina Botulínica Terapêutica

Indicada para enxaqueca crônica, a aplicação segue protocolos rígidos em pontos específicos da cabeça e pescoço, bloqueando a liberação de substâncias que sinalizam a dor para o cérebro.

Anticorpos Monoclonais

Uma revolução no tratamento, essas medicações agem diretamente na molécula CGRP, intimamente ligada ao processo da enxaqueca, funcionando como uma “vacina” preventiva altamente específica.

Bloqueios Anestésicos

Procedimentos minimamente invasivos que visam “desligar” temporariamente nervos periféricos irritados, proporcionando alívio rápido e auxiliando no resgate de crises refratárias.

Uma Abordagem Humanizada em Jaraguá do Sul

Entender que a enxaqueca não é “frescura” nem culpa do que você comeu no almoço é o primeiro passo para a libertação. O tratamento eficaz exige uma parceria entre médico e paciente, com escuta ativa e tempo para investigar a história de vida de cada um.

Na consulta com um especialista, o objetivo não é apenas prescrever remédios, mas educar o paciente sobre sua condição, desmistificar crenças limitantes sobre mitos alimentares e construir um plano terapêutico que contemple sono, manejo de estresse, atividade física e, claro, a farmacologia adequada.

Se você reside em Jaraguá do Sul ou regiões próximas como Pomerode, e sente que sua vida está paralisada pela dor e pelas restrições que você mesma se impôs (ou que lhe impuseram), saiba que existe um caminho mais leve e científico.

A Dra. Erika Tavares oferece um atendimento diferenciado, focado em devolver sua autonomia. Não deixe que a enxaqueca dite o cardápio da sua vida ou seus momentos de lazer. Agende sua consulta presencial ou online e vamos juntas investigar as reais causas da sua dor, com o acolhimento e a excelência técnica que você merece.

Dra. Erika Tavares, neurologista em Joinville, Jaraguá do Sul, Pomerode, Blumenau, Florianópolis. Saúde cerebral

Conheça mais sobre o trabalho da Dra. Erika Tavares em Jaraguá do Sul e inicie o seu tratamento.

dor de cabeça, saúde mental
enxaqueca

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