Você já percebeu um padrão cruel no seu calendário? Para muitas mulheres, a chegada do ciclo menstrual não traz apenas desconforto abdominal ou alterações de humor, mas anuncia dias de uma dor pulsante, incapacitante e resistente. Estamos falando da enxaqueca menstrual, uma condição que afeta cerca de 60% das mulheres que sofrem de migrânea. Diferente de uma dor de cabeça comum, essa variante tende a ser mais duradoura, mais severa e, frustrantemente, responde menos aos analgésicos tradicionais encontrados na farmácia.
A sensação de impotência é comum. Muitas pacientes chegam ao consultório relatando que perdem dias de trabalho, cancelam compromissos sociais e se isolam em quartos escuros mensalmente, como se isso fosse um “pedágio” obrigatório da sua biologia. Mas a medicina neurológica moderna afirma: sentir dor incapacitante não é normal e não deve ser aceito como parte da rotina feminina.
Com o acompanhamento correto, é possível identificar os gatilhos hormonais e implementar estratégias de prevenção que devolvem a qualidade de vida. Se você busca entender o que acontece no seu cérebro durante esses dias e como a Dra. Erika Tavares pode ajudar a traçar um plano de tratamento eficaz, continue a leitura. Vamos desmistificar a relação entre hormônios e dor.
O vínculo hormonal: Por que o estrogênio é o “maestro” da dor?
Para compreender a severidade da enxaqueca menstrual, precisamos olhar para a flutuação hormonal. O grande vilão, neste cenário específico, é a queda brusca dos níveis de estrogênio que ocorre logo antes da menstruação. O estrogênio não é apenas um hormônio reprodutivo; ele atua como um potente modulador do sistema nervoso central e da percepção da dor.
Quando os níveis desse hormônio despencam no final do ciclo lúteo (a fase pré-menstrual), ocorre uma desestabilização nos neurotransmissores cerebrais, incluindo a serotonina. Essa queda abrupta funciona como um gatilho químico, ativando o sistema trigeminovascular — a via da dor responsável pela enxaqueca. Estudos da American Migraine Foundation e da International Headache Society (IHS) indicam que crises desencadeadas por essa retirada hormonal tendem a durar mais tempo e são, bioquimicamente, mais difíceis de abortar com medicação simples.
É fundamental diferenciar dois tipos principais classificados pela medicina:
- Enxaqueca Menstrual Pura: As crises ocorrem exclusivamente entre dois dias antes e três dias depois do início do fluxo menstrual. Em qualquer outro momento do mês, a paciente não sente dor de cabeça. Este tipo é mais raro, afetando cerca de 10% das mulheres.
- Enxaqueca Relacionada à Menstruação: A paciente sofre crises no período menstrual, mas também apresenta episódios em outros momentos do mês, desencadeados por outros fatores (estresse, alimentação, sono). Este é o cenário mais comum.
Entender em qual categoria você se encaixa é o primeiro passo de uma investigação minuciosa, algo que um neurologista em Jaraguá do Sul especializado pode realizar através de um diário da dor detalhado.
Por que os analgésicos comuns falham?
Um erro frequente é tentar tratar a enxaqueca menstrual da mesma forma que se trata uma cefaleia tensional ocasional. O mecanismo da enxaqueca é inflamatório e neurológico, não apenas muscular. Devido à tempestade química provocada pela queda hormonal, o limiar de dor da paciente está reduzido e a inflamação neurogênica está amplificada.
O uso repetitivo e indiscriminado de analgésicos simples (como paracetamol ou dipirona isolados) ou anti-inflamatórios sem orientação médica pode levar a um efeito rebote, conhecido como Cefaleia por Uso Excessivo de Medicamentos. O cérebro, acostumado com a “ajuda” química constante, passa a solicitar mais medicação, gerando mais dor. É um ciclo vicioso que transforma uma enxaqueca episódica em crônica.
Além disso, muitas mulheres sofrem com enjoo e gastroparesia (o estômago “para” de funcionar corretamente) durante as crises, o que impede a absorção adequada dos comprimidos orais. Por isso, a automedicação é frequentemente ineficaz e perigosa.
Estratégias de Prevenção: A “Miniprofilaxia” e o Tratamento Contínuo
A boa notícia é que não precisamos esperar a dor chegar para agir. A abordagem moderna foca na prevenção. Na consulta com a Dra. Erika Tavares, avaliamos estratégias personalizadas que podem incluir:
- Miniprofilaxia Menstrual: Consiste no uso de medicações específicas (como anti-inflamatórios de longa duração ou triptanos específicos) iniciadas alguns dias antes da previsão da menstruação e mantidas durante o período vulnerável. O objetivo é “blindar” o cérebro contra a queda hormonal.
- Controle Hormonal Contínuo: Em alguns casos, em parceria com o ginecologista, pode-se optar por suprimir a menstruação (uso contínuo de contraceptivos) para evitar a flutuação do estrogênio. No entanto, isso deve ser avaliado com cautela, pois, para algumas mulheres (especialmente as que têm enxaqueca com aura), certos hormônios podem aumentar o risco cardiovascular.
- Suplementação Específica: Estudos apontam que o magnésio e a vitamina B2 (riboflavina) podem auxiliar na estabilização elétrica dos neurônios, servindo como coadjuvantes no tratamento preventivo.
Enxaqueca Crônica e Tratamentos Avançados
Quando a enxaqueca menstrual se soma a outras crises ao longo do mês, totalizando 15 ou mais dias de dor, podemos estar diante de um quadro de enxaqueca crônica. Nesses casos, apenas tratar o período menstrual não é suficiente. É necessário um tratamento preventivo robusto para “acalmar” o cérebro hiperexcitado.
Como referência em tratamento para enxaqueca em Jaraguá do Sul, utilizamos terapias de ponta para casos refratários:
Toxina Botulínica Terapêutica
Diferente do uso estético, a aplicação de toxina botulínica para enxaqueca segue um protocolo médico rigoroso (Protocolo PREEMPT). A substância é aplicada em pontos específicos da cabeça e pescoço para bloquear a liberação de neurotransmissores da dor. É uma opção excelente para quem não tolera os efeitos colaterais de medicações orais diárias, oferecendo proteção contínua por cerca de três meses.
Anticorpos Monoclonais (Anti-CGRP)
Esta é a revolução mais recente na neurologia. São injeções mensais ou trimestrais desenhadas especificamente para bloquear a proteína CGRP, que está aumentada durante as crises de enxaqueca. Eles agem de forma cirúrgica no mecanismo da dor, com baixíssimos efeitos colaterais.
O papel do estilo de vida: O que você come e como dorme importa
Embora o fator hormonal seja preponderante na enxaqueca menstrual, o estilo de vida funciona como o “cenário” onde a crise acontece. Um cérebro descansado e bem nutrido lida melhor com a queda de estrogênio do que um cérebro estressado e inflamado. Durante a consulta, investigamos:
Higiene do Sono: A privação de sono na fase pré-menstrual reduz drasticamente o limiar de dor. Regularidade nos horários de dormir é parte do tratamento.
Gatilhos Alimentares: Embora variem de pessoa para pessoa, certos alimentos podem potencializar a crise se consumidos no período vulnerável. Atenção ao consumo excessivo de cafeína, álcool (especialmente vinho tinto), queijos curados e alimentos ultraprocessados ricos em glutamato monossódico.
Hidratação: A retenção de líquidos comum na TPM não significa que você está bem hidratada. A desidratação é um gatilho potente e silencioso.
Uma abordagem humanizada faz a diferença
Muitas mulheres demoram anos para procurar um especialista porque tiveram suas dores minimizadas no passado, ouvindo frases como “é coisa de mulher” ou “é psicológico”. É crucial reafirmar: a enxaqueca é uma doença neurológica real, com base genética e biológica.
No consultório da Dra. Erika Tavares, as consultas têm duração de até 1h15 justamente para que haja tempo de ouvir sua história completa. Não olhamos apenas para a dor, mas para a mulher por trás da dor. Investigamos com empatia e minúcia, utilizando a melhor evidência científica disponível para desenhar um plano que se adapte à sua rotina, e não o contrário.
Retome o controle da sua agenda
Você não precisa passar uma semana do mês incapacitada. Existem caminhos seguros e eficazes para prevenir a enxaqueca menstrual e reduzir drasticamente a intensidade das crises. O tratamento evoluiu, e o acesso a terapias modernas, como a toxina botulínica e os bloqueios anestésicos, está ao seu alcance.
Se você reside em Jaraguá do Sul ou região (como Pomerode, Guaramirim e Blumenau) e busca uma neurologista particular comprometida com o seu bem-estar integral, agende sua avaliação. O atendimento também está disponível na modalidade online para pacientes de outras localidades, garantindo a mesma atenção e profundidade clínica.
Não deixe que a dor decida seus dias. Vamos juntas encontrar o alívio que você merece.




