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Dores de cabeça diárias? O analgésico pode ser o vilão da sua Enxaqueca!

Erika Tavares
30/01/20265 minutos de leitura
Dra. Erika Tavares, neurologista em Joinville, Jaraguá do Sul, Pomerode, Blumenau, Florianópolis. Saúde cerebral; enxaqueca; analgésico;neurologista

Você acorda e a primeira coisa que sente é aquele peso familiar na cabeça? A sensação de que a vida para quando a dor chega é desesperadora, não é? Para muitos, a rotina se resume a manter um frasco de remédio na bolsa, no carro e na mesa de cabeceira, na esperança de conter uma pulsação intensa que insiste em voltar. Se você sofre com dores de cabeça diárias, pode estar presa em um ciclo vicioso onde o próprio “alívio” está alimentando a sua dor. Como Dra. Erika Tavares, neurologista especialista em cefaleias, vejo diariamente pacientes que, na tentativa de sobreviver à dor, acabam agravando o quadro sem saber.

Essa situação gera frustração, absenteísmo no trabalho e cancelamento de compromissos sociais. A boa notícia é que existe uma explicação científica para isso e, mais importante, um caminho seguro para retomar o controle da sua vida, longe da automedicação excessiva.

O Ciclo da Cefaleia por Uso Excessivo de Medicação

Muitos pacientes chegam ao meu consultório acreditando que sua enxaqueca está “piorando naturalmente”. No entanto, ao analisarmos o histórico, percebemos um padrão claro: o uso quase diário de analgésicos simples, anti-inflamatórios ou triptanos. Na medicina, chamamos isso de Cefaleia por Uso Excessivo de Medicação (CUEM) ou cefaleia de rebote.

O mecanismo é cruel, mas lógico. O cérebro de quem tem enxaqueca já é hipersensível. Quando você toma analgésicos com frequência (geralmente mais de 10 ou 15 dias por mês, dependendo da classe do medicamento), o seu sistema de dor sofre modificações. O cérebro entende que precisa daquela substância para regular a sensação dolorosa e, quando o efeito passa, a dor volta ainda mais forte e mais rápido, exigindo outra dose.

Isso não é “frescura” nem falta de tolerância à dor. É uma alteração neurobiológica real. O medicamento que deveria ser o herói torna-se o vilão, transformando uma enxaqueca episódica em uma condição crônica e diária. É comum que pacientes confundam esse estado com uma simples dor de cabeça tensional, mas a diferença entre enxaqueca e dor de cabeça tensional é crucial para o tratamento correto.

Por que parar sozinho é tão difícil?

Interromper esse ciclo por conta própria é extremamente desafiador. A retirada abrupta dos analgésicos costuma gerar uma piora temporária da dor (a crise de abstinência), além de sintomas como náuseas, ansiedade e insônia. É por isso que a automedicação é perigosa e raramente resolve casos de enxaqueca crônica.

Como neurologista em Jaraguá do Sul, minha abordagem envolve um “desmame” assistido e humanizado. Não se trata apenas de tirar o remédio da crise, mas de introduzir, simultaneamente, um tratamento preventivo robusto que “calibre” o cérebro novamente, diminuindo a frequência e a intensidade das crises antes que elas comecem.

Tratamentos Modernos e Abordagem Preventiva

A neurologia avançou muito nos últimos anos. Hoje, não dependemos apenas de medicamentos orais antigos que causavam sonolência ou ganho de peso. Temos à disposição terapias alvo-específicas que mudaram a vida de milhares de pacientes.

Entre as opções mais eficazes para casos refratários e crônicos, destacam-se:

  • Toxina Botulínica Terapêutica: A aplicação de toxina botulínica para enxaqueca segue um protocolo rígido (PREEMPT) em pontos específicos da cabeça e pescoço. Ela age impedindo a liberação de substâncias que sinalizam a dor para o cérebro, sendo um divisor de águas para quem sofre com dores frequentes.
  • Anticorpos Monoclonais: São os primeiros medicamentos desenvolvidos exclusivamente para a fisiopatologia da enxaqueca, atuando no bloqueio da proteína CGRP, intimamente ligada à crise de dor.
  • Bloqueios Anestésicos: Procedimentos minimamente invasivos que podem trazer alívio rápido para quebrar o ciclo da dor.

No entanto, a tecnologia sozinha não basta. O sucesso do tratamento depende de entender quem é você. É por isso que minhas consultas duram até 1h15. Preciso ouvir sua história, entender seus gatilhos (sono, alimentação, hormônios) e traçar um plano que una a melhor evidência científica com a sua realidade de vida.

Recupere sua Autonomia e Bem-Estar

Viver com medo da próxima dor não é viver de verdade. Se você reside em Santa Catarina e busca um médico especialista em dor de cabeça em Jaraguá do Sul, saiba que é possível quebrar o ciclo do analgésico.

Na minha clínica, oferecemos um ambiente acolhedor e livre de julgamentos. Entendemos que você tomou remédios porque precisava funcionar, trabalhar e cuidar da família. Agora, o objetivo da Dra. Erika Tavares é transferir a sua confiança da “pílula de emergência” para um tratamento preventivo que devolva sua liberdade.

Não aceite a dor diária como “normal”. Agende sua consulta, presencial ou online, e vamos juntos construir um caminho para dias mais leves e sem dor.

Dra. Erika Tavares, neurologista em Joinville, Jaraguá do Sul, Pomerode, Blumenau, Florianópolis. Saúde cerebral

Conheça mais sobre o trabalho da Dra. Erika Tavares em Jaraguá do Sul e inicie o seu tratamento.

saúde mental
enxaqueca, estresse

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